Eu não sou do tipo que inventa histórias, eu apenas as conto. Principalmente as ruins, talvez eu seja egoísta demais pra dividir as boas. Eu sou do tipo que deixa a felicidade passar despercebida por não ter ideia de como fazer ela durar. Recebo a nostalgia de braços abertos, mas sempre esperando que ela esteja apenas me fazendo uma visita. Eu falo do pra sempre, na intenção de fazer valer pra sempre. Nem que seja na memória, ou nos papéis limpos pelo esquecimento. Eu não conheço muitas palavras complicadas. Escrevo demais, sem nunca ter lido um livro. Às vezes eu queria mudar, mas o novo me assusta. Às vezes eu queria fazer isso mais vezes, falar só de mim, seria mais sadio. Mas pra mim não faz sentido um ‘eu’ sem um ‘você’, gosto de transformar a primeira e a terceira pessoa, em uma só. Nem que seja em teoria, numa pequena frase, ou num texto qualquer. Porque o ‘eu’ serei sempre eu, mas algum dia o ‘você’ será ocupado por alguém que não é você. E é aí, que eu vou bater os olhos na tela e ver que hoje — que lá no futuro será naquele momento — era você, que estava nas linhas do meu pensamento.
"Às vezes escrever uma só linha basta para salvar o próprio coração. Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever. Há um silêncio dentro de mim e esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras. Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito." ( Clarice Lispector )
terça-feira, 15 de março de 2011
Era você, que estava nas linhas do meu pensamento !
Eu não sou do tipo que inventa histórias, eu apenas as conto. Principalmente as ruins, talvez eu seja egoísta demais pra dividir as boas. Eu sou do tipo que deixa a felicidade passar despercebida por não ter ideia de como fazer ela durar. Recebo a nostalgia de braços abertos, mas sempre esperando que ela esteja apenas me fazendo uma visita. Eu falo do pra sempre, na intenção de fazer valer pra sempre. Nem que seja na memória, ou nos papéis limpos pelo esquecimento. Eu não conheço muitas palavras complicadas. Escrevo demais, sem nunca ter lido um livro. Às vezes eu queria mudar, mas o novo me assusta. Às vezes eu queria fazer isso mais vezes, falar só de mim, seria mais sadio. Mas pra mim não faz sentido um ‘eu’ sem um ‘você’, gosto de transformar a primeira e a terceira pessoa, em uma só. Nem que seja em teoria, numa pequena frase, ou num texto qualquer. Porque o ‘eu’ serei sempre eu, mas algum dia o ‘você’ será ocupado por alguém que não é você. E é aí, que eu vou bater os olhos na tela e ver que hoje — que lá no futuro será naquele momento — era você, que estava nas linhas do meu pensamento.
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